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Controle de Alterações

Versão

Data de Aprovação:

1

                10/06/2005

 

 

1. OBJETIVO

 

Padronizar os procedimentos para execução racionalizada de contrapiso em áreas internas, com espessura mínima de 20mm, sobre a laje de concreto armado.

 

 

2. APLICAçãO

 

É aplicável à equipe de profissionais composta por pedreiros, ajudantes, mestre de obra e engenheiro.

 

3. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

 

Projeto de arquitetura

Projeto de estrutura

Projeto de contrapiso, executado na obra

Projeto de instalações elétricas

Projeto de instalações hidráulicas

Projeto de esquadrias

Projeto de impermeabilização

 

4. DEFINIções

 

Não aplicável.

 

5. responsabilidade E autoridade

 

Vide íntegra do procedimento.

 

6. procedimentos

 

6.1. Materiais e equipamentos

 

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Argamassa de cimento e areia

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Cimento

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Baldes ou latas

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Betoneira

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Vanga ou ponteira

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ponteiro

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Marreta

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Vassoura de piaçaba ou vassourão

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Broxa

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Mangueira de nível, nível alemão ou aparelho de nível  a laser

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Pá e enxada

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Metro articulado ou trena metálica

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Colher de pedreiro

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Soquete de madeira

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Régua de alumínio com 2m de comprimento

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Desempenadeira de madeira

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Desempenadeira de aço

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Peneira

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Taliscas de material cerâmico

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Régua de alumínio com nível de bolha acoplado

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EPIs: capacete, bota de couro, luvas de borracha

 

 

6.2. Método executivo

6.2.1. Condições para início do serviço

 

As fases de marcação ou marcação e elevação devem estar concluídas. Entretanto, recomenda-se que a fixação ainda não tenha sido executada.

As instalações elétricas e hidráulicas do piso devem estar executadas e testadas.

 

6.3. Execução do serviço

 

Preparar a base, limpando os ambientes. Deverão ser retirados os entulhos, restos de argamassa ou outros materiais aderidos à base, por meio de marreta e picão, vanga ou ponteira. Além disso, a base deverá estar livre de pó e de outras partículas soltas que podem ser eliminadas varrendo-se com uma vassoura de piaçaba. Havendo óleo, graxa, cola, tinta ou produtos químicos, é preciso providenciar sua completa remoção.

Transferir os níveis do contrapiso para cada cômodo a partir do ponto de origem (nível de referência), utilizando nível alemão, aparelho a laser ou mangueira de nível, orientando-se pelo projeto de contrapiso.

 

Em áreas molhadas com previsão de ralo para escoamento da água, prever preferencialmente caimento mínimo de 1%.

 

Limpar com uma broxa os pontos onde serão assentadas as taliscas, observando o distanciamento máximo de 2m entre elas. O assentamento das taliscas deverá ser feito com argamassa idêntica à do contrapiso e com antecedência mínima de dois dias em relação à execução do contrapiso se possível.

Junto aos ralos de áreas molhadas, executar uma talisca de referência em anel, de forma a garantir o caimento mínimo em sua direção.

Limpar novemente a superfície e, em seguida, lavá-la com água em abundância. Remover o excesso de água e iniciar o preparo da ponte de aderência entre o contrapiso e a base, polvilhando 0,5kg de cimento por metro quadrado de superfície com o auxílio de uma peneira. Usar a vassoura para espalhar e misturar o cimento e a água, formando uma fina camada de ligação entre a base de concreto e a argamassa-farofa que será aplicada.

Cuidar para que a nata de cimento não endureça antes do lançamento da argamassa do contrapiso. Para tanto, é recomendado que o cimento seja polvilhado primeiramente nas áreas em que serão executadas as mestras e, somente após a conclusão destas, nas outras partes do ambiente.

A produção das mestras deve ocorrer imediatamente antes do lançamento da argamassa para execução do contrapiso como um todo, não sendo adequada sua prévia execução. Para tanto, deve-se proceder da seguinte maneira: espalhar a argamassa de contrapiso entre duas taliscas, numa quantidade suficiente para sobrepor seu nível. Compactar energicamente a argamassa na região da mestra, de modo a obter um contrapiso de elevada compacidade. Apoiando uma régua de alumínio sobre as taliscas, deve-se ir “cortando” a argamassa até que toda a mestra fique no mesmo nível das taliscas. Com as mestras executadas, as taliscas devem ser retiradas, preenchendo-se com argamassa o espaço deixado e nivelando-o com régua metálica.

Aplicar a ponte de aderência nos locais em que este serviço ainda não tenha sido executado (fora do alinhamento das mestras).

 

Diretrizes para o preparo da argamassa-farofa: o traço da argamassa de contrapiso, para cada tipo de acabamento final do ambiente, é indicado a seguir em volume (cimento : areia média). A mistura deverá ser dosada em padiolas de madeira com dimensões previamente definidas. A argamassa deve ter baixa umidade (cerca de 10%), de tal forma que o cimento se misture com a areia sem empastar, resultando em consistência de farofa. A argamassa deve ser misturada em betoneira.

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Carpetes (têxteis ou de madeira), vinílicos,   etc.:1 : 4 a 1 : 5

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 Base para impermeabilização: 1 : 3 a 1 : 4

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 Revestimento espessos (cerâmica, pedra): 1 : 5 a 1 : 6.

 

Lançar a argamassa sobre a base, espalhando com a enxada de modo que se ultrapasse o nível das mestras quando a espessura total do contrapiso não superar 50mm. Com espessuras maiores, o espalhamento da argamassa deverá ser feito em duas ou mais operações consecutivas, intercaladas pela compactação das camadas anteriores.

Compactar a camada de argamassa com energia, empregando o soquete, de maneira a garantir maior compacidade e resistência. Se, após a compactação, a camada ficar abaixo do nível das mestras, deve-se acrescentar mais argamassa, compactando-a novamente.

Sarrafear toda a superfície com uma régua metálica apoiada sobre as mestras em movimentos de vaivém, “cortando” a superfície da argamassa até que seja atingido o nível das mestras.

Após sarrafeamento, o deslocamento de pessoas sobre a argamassa deve ser feito sobre pranchas.

Nas áreas em que será aplicado revestimento de pequena espessura (carpetes têxteis, vinílicos, etc.), após o desempeno com madeira, o serviço deve ser concluído alisando-se a superfície com uma desempenadeira de aço, passada em movimentos numa única direção, e borrifando água para facilitar a operação. É importante observar que este acabamento não é queimado, sendo desnecessário polvilhar mais cimento. No entanto, nos pontos em que haverá grande circulação de pessoas durante a execução da obra é recomendado o acabamento alisado reforçado, isto é, com contrapiso queimado.

Terminado o serviço, a área deve ser isolada do trânsito de pessoas e equipamentos por um prazo mínimo de dois a três dias. Mesmo após esse prazo, o trânsito de equipamentos deve ser cuidadoso, principalmente os mais pesados ou com rodas metálicas de pequeno diâmetro, de maneira a preservar a regularidade da superfície do contrapiso.

Tentar Respeitar um prazo mínimo de 28 dias para a cura do contrapiso, antes da colação dos revestimentos, notadamente quando estes forem suscetíveis à umidade.

 

 

7. Registros

 

Ficha de Verificação de Serviços

 

8. Anexos

 

8.1.  Ficha de orientação de Serviços

 

8.2.  Ficha de Verificação de Serviços